Uma das principais vantagens da massa flora é a sua facilidade no preparo.







 “Uma das principais vantagens da massa flora é a sua facilidade no preparo. Como não utiliza ingredientes de difícil acesso e tampouco necessita de equipamentos e utensílios muito específicos para seu preparo, ela pode facilmente ser preparada e utilizada em casa ou no comércio”, afirma a chef Stephanie Mantovani, a Nani. Especialista em doces, a chef, uma jovem de 21 anos, é diplomada pela Carpigiani Gelato University, na Itália, instituição referência em gelateria. Além disso, estudou gastronomia no Senac e teve a chance de conhecer a culinária de diversas partes do mundo. Sentou-se à mesa em países como Estados Unidos, Canadá, Itália, França, Espanha, Emirados Árabes, Nova Zelândia, Austrália e países da América Latina. A moça possui um currículo extenso. Estagiou no Brasil a Gosto, restaurante celebrado da chef Ana Luiza Trajano, e na confeitaria Sucrier (da pâtissière Gabriela Gotthilf Czitrom). Em seguida, teve a chance de trabalhar na Chocolat des Arts e em uma das sorveterias mais respeitadas da capital, a Cuordicrema. No final de 2014, ela abriu a Addolcice, em Moema, doceria-confeitaria inspirada nos estabelecimentos dos anos 1980. No local, um atelier aberto, chocolates e sorvetes são produzidos. Dentre as iguarias oferecidas, destacam-se sorbets intrigantes com até 70% de fruta, como o de laranja-bahia e gengibre, melancia e hortelã e o de limão e cardamomo, além de sorvetes criativos, entre eles, o de cheesecake de Nutella, o latte (à base do cacau equatoriano especial Arriba) e o que leva o nome da casa, o addolcire (uma brincadeira com a sobremesa francesa crème brûlée com notas de limão-siciliano sob uma fina crosta de açúcar maçaricada). Há, ainda, dois sabores sem adição de açúcar – o de baunilha de Madagascar e o de chocolate com lascas. A chef explica as diferenças entre os três principais tipos de massa flora: “a brisée, normalmente encontrada na versão salgada e é mais quebradiça, a sablée, também conhecida como massa podre, ou a sucrée, tipicamente utilizada no preparo de doces. No caso da massa flora, ela assemelha-se à textura da massa sablée, sendo mais gordurosa que as demais e levando açúcar, ainda que em menor quantidade se comparado à sucrée”, diz. Nani aponta outras utilidades da massa. “No caso do food service, a massa flora é geralmente encontrada em formato pré-assado ou já recheada e pronta para consumo. Como é possível encontra-lá para ser recheada em casa, nesse caso ela deve estar já no formato final da torta e congelada ou, ao menos, em refrigeração”, explica.

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